sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Governo federal faz licitação para tablets, mas só pode ser da Apple
A Folha informa que o Ministério de Minas e Energia e a Presidência fazem licitação para adquirir cerca de 700 tablets. Mas não pode ser qualquer tablet: os editais de licitação trazem especificações idênticas às disponíveis no site oficial do iPad 2. Pior: a Presidência copiou e colou do site da Apple – até a nota de rodapé parou no edital. O governo federal diz que as especificações “representam a necessidade dos órgãos” e nega qualquer irregularidade.
A Lei de Licitações proíbe que sejam mencionadas marcas nos editais de compra pública. Por isso, o governo não pode simplesmente pedir explicitamente um iPad, nem mesmo um tablet da Apple. Mas a lei exige que o edital traga especificações técnicas do produto a ser comprado. Dessa forma, o governo consegue limitar o produto ao iPad. Para Cláudio Pereira de Souza Neto, da OAB, “na prática é o mesmo [que detalhar marca]“.
A Presidência da República fez licitação para comprar 42 tablets em outubro, a serem distribuídos entre autoridades e assessores, e o edital tinha praticamente uma cópia da página sobre o iPad 2 no site da Apple. E o Ministério de Minas e Energia abriu há alguns dias uma licitação para adquirir até 665 tablets, cujo edital “traz 48 especificações idênticas às apresentadas pela Apple”, segundo a Folha.
A Presidência e o Ministério de Minas e Energia dizem que as exigências são “imprescindíveis” e “representam a necessidade dos órgãos”, e que não há irregularidade: apesar de apontarem para um só fabricante, os editais não eliminam a competição, já que há vários fornecedores do mesmo produto.
Isto lembra o caso da Assembleia Legislativa de Goiás: eles fizeram licitação para comprar smartphones, mas o edital exigia especificamente um iPhone 4, apesar de não citá-lo pelo nome. Os deputados nem sabiam para que usariam um iPhone, e poderiam ter comprado um smartphone mais barato. Se o governo federal precisa de tablets, eles realmente precisam ser iPads? [FSP (só para assinantes) via JusBrasil]
Este será o iPhone 5???
Este não é o iPhone 5, mas caso ele fosse, acho que eu compraria um. Eu gosto desse design em formato de sabonete, que é claramente baseado naqueles falsos rumores do iPhone 5 que surgiram no ano passado.
E para quem pensa que ele não pararia quieto na mesa, a parte traseira seria igual ao do iPhone 3G. Improvável? Talvez. Mas isso não os impediu de fazer algo assim antes. E não foi só no iPhone 3G, como no Magic Mouse também.
Claro, ele brilha no escuro. Provavelmente usando fótons feitos com crina de unicórnio. Belo e brilhante. Pronto para escorregar de sua mão a qualquer momento. [
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Motorola mostra plano de atualização de aparelhos para ICS: melhor esperar sentado
Pouco tempo atrás, a Motorola contou quão laborioso era o processo de atualizar os smartphones e tablets para o Android 4.0, o Ice Cream Sandwich. Agora, a empresa liberou uma extensa lista com seus planos de atualização de aparelhos. Na parte que nos interessa — a América Latina — a coisa é bem pouco empolgante. Confira.
Para se ter uma ideia, a previsão mais rápida de atualização — para o Razr e para a primeira versão do tablet Xoom apenas Wi-Fi — é para o segundo trimestre de 2012. Curiosamente, o Xoom Media Edition (além do Xoom 2, que não está disponível no Brasil) só terá atualização prevista no terceiro trimestre de 2012. Essa também é a mesma previsão de atualização do Atrix 2 (não lançado no Brasil). Já o primeiro Atrix e o Milestone 3 estão “nos planos”, mas não nenhum prazo estipulado. O mesmo acontece com o Xoom em sua versão com 3G.
Ou seja, é melhor esquecer essa atualização e ser pego de surpresa lá pro fim do ano — ou esperar o pessoal do CyanogenMOD e do XDA Developers, que em 100% das ocasiões são mais velozes que as empresas. E, veja bem, estamos falando da Motorola, empresa que foi comprada recentemente pelo Google, o dono do Android. Pouco sorvete para muito smartphone. [Motorola]
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Nokia Belle: atualização sai para aparelhos desbloqueados (e quem é Nokia 803?)
Donos de smartphones Nokia modelos N8, E7, C7 e E6, movidos a Symbian, podem atualizar seus aparelhos para a mais nova versão do sistema operacional, chamada de Symbian Nokia Belle.
É o antepenúltimo upgrade antes da aposentadoria do popular-porém-antigo Symbian, que deu lugar ao novo-e-moderno Windows Phone nos celulares vindos da Finlândia.
Mas, calma, não mude de canal ainda: mais um aparelho com Symbian Nokia (Belle) deve ver a luz do dia este ano, e é conhecido pelo codinome Nokia 803 (ou “o sucessor do Nokia N8″).
Primeiro, o update para o Belle: o software novo já pode ser baixado por donos de aparelhos (N8, E7, C7 e E6) desbloqueados. As versões do sistema para operadoras (Claro, Vivo, Tim) está em “criação” (veja a lista completa de aparelhos no site da Nokia Europa – é só clicar ali em América Latina e escolher Brasil). O Nokia 701, já nas lojas, já vem com o Symbian Nokia Belle, e o Nokia 500 terá essa atualização “em breve”, segundo a Nokia.
Por que atualizar? O Belle traz uma nova interface “mais simples, rápida e intuitiva”, diz a Nokia. Aplicativos têm novo modo de organização, assim como atalhos e widgets. Pros tarados de telas iniciais, o Belle permite ter até seis (!). E o Belle também tem um novo sistema de notificações (veja telas do sistema).
Vale lembrar de novo que, depois do Belle, serão mais dois upgrades até o Symbian ir para o céu dos sistemas operacionais fazer companhia para o webOS.
Sobre o Nokia 803, é só um rumor, que vem circulando nos últimos dias. Segundo o BGR e o PocketNow, o 803 é um aparelho com tela de 4″ (dependendo da fonte, 3,5″) rodando Nokia Belle e com saída HDMI e com suporte a tecnologia NFC e microSIM card. Diz o BGR que o 803 “terá um dos maiores sensores de câmeras – se não o maior sensor de câmera – já visto em um telefone”.
Esperamos mais novidades do 803 (se ele existir, claro) e de outros lançamentos da Nokia com Windows Phone no Mobile World Congress – que começa dia 27 em Barcelona (e, claro, o ZTOP estará lá).
Gadget do dia: Samsung Galaxy Tab 2 (7″)
Com o anúncio hoje do Galaxy Tab 2, sucessor do Galaxy Tab original, começo a suspeitar que a Samsung cuida dos seus tablets como Gremlins no departamento de engenharia responsável por tablets: molhou um, nasceu um novo.
Brincadeiras à parte, é o primeiro tablet com Android 4.0 dos coreanos, que começa a ser vendido “globalmente” a partir de março – nada de preço sugerido por enquanto.
O Tab 2 terá versões Wi-Fi e 3G, com câmera traseira de 3 megapixels e uma VGA frontal para videochamadas. A tela, de 7 polegadas, tem resolução 1026 x 600, e o tablet terá versões com armazenamento interno de 8 GB, 16 GB e 32 GB, mais 1 GB de RAM e entrada para cartão microSD (até 32 GB).
A Samsung diz que o Tab 2 mantém uma das funcionalidades mais interessantes do Tab original: a capacidade de fazer e receber ligações no modelo 3G.
Especificações completas do Tab 2 (7.0) na http://www.samsungmobilepress.com/2012/02/13/Samsung's-new-GALAXY-Tab-2-(7.0)-offers-optimal-multimedia-experiences-in-life
Samsung Galaxy Note (GT-N7000)
O Samsung Galaxy Note é um dispositivo que gera controvérsias: dá para amá-lo e odiá-lo em poucos minutos de uso. É o aparelho Android mais rápido do mercado hoje, com recursos multimídia incríveis, mas nos leva a questionar se é mesmo um smartphone? Ou é um tablet?
O termo “foblet” (fone+tablet) me parece mais eficaz e joga o Galaxy Note para um novo nicho, mais específico e focado no público-alvo. No meu ponto de vista, o comprador potencial do aparelho é artista/desenhista/quer-ser-artista ou que toma notas compulsivamente em um caderninho (jornalistas? advogados?).
Para o consumidor médio, não vejo como a escolha certa – a própria Samsung tem aparelhos com formatos mais amigáveis à mão humana (como o Galaxy S II, por exemplo). Não vou me alongar aqui na descrição do hardware do Galaxy Note: já fiz um extenso hands-on com o aparelho e, como é um dispositivo diferente da maioria dos demais, prefiro dividir este review em dois tópicos essenciais: motivos para amar e odiar o Galaxy Note.
Motivos para amar o Galaxy Note
O Note, como já disse, tem uma tela enorme de 5,3 polegadas e resolução de 1280 x 800, incrível para ver vídeos, fotos e tomar notas/fazer desenhos. Essa última função é desempenhada pelo aplicativo S Memo, que – para a alegria do testador de gadget – vem com alguns rabiscos pré-carregados.
Mas basta pegar a caneta stylus e fazer seus próprios rabiscos:
Então, se você tem o mínimo de inspiração e capacidade de desenhar (como dá para ver, não é meu caso), o Galaxy Note é para você. O aplicativo S Note também permite digitar notas, e o uso do Swype (predição de palavras) ajuda bastante aqui para escrever rápido.
A caneta stylus amplia bastante a relação entre dedo/tela, em qualquer lugar do aparelho : se estiver no Google Maps e quiser indicar um local com uma seta e mandar por e-mail, ou ressaltar alguma coisa em qualquer app do Note, basta clicar no botão da stylus e tocar a tela: um screenshot será tirado. Simples e direto.
No mundo do escritório móvel, ter apps como o Polaris Office pré-instalado também ajuda (e, de novo, aqui a tela grande é um adicional bem-vindo).
Outro ponto muito bom do Galaxy Note é sua capacidade de reprodução de vídeo. Como seu irmãozinho Galaxy S II, vem pronto para reproduzir arquivos AVI/DivX/H.264/WMV sem problemas. E faz isso muito bem.
A câmera de 8 megapixels também merece destaque, mas por conta do tamanho do aparelho ela entra no incômodo modo de “fotografar com um tablet”.
Motivos para não amar o Galaxy Note
É grande demais para ser um telefone/smartphone. E, em comparação com outros tablets, é pequeno demais. O Galaxy Note, em sua condição de “foblet”, vive em contradição. Eu, com 1,83m de altura e mãos grandes, me sinto incomodado ao usar o aparelho:
Diferente de um smartphone padrão (com tela entre 3,5″, como o iPhone 4S, e 4,2″, como o Galaxy S II), a tela grande do Galaxy Note – apesar da incrível resolução e amplo espaço para criar/desenhar/anotar – é seu calcanhar de aquiles. Eu não consigo usar o aparelho com uma mão só (como faria num smartphone, e forçar essa situação aqui leva a estranhas dores no polegar da mão direita), e imagino que a maioria das pessoas não consiga também.
Mesmo no bolso da calça/camisa o Note chama atenção – ele é fino o suficiente (9,6 mm), mas suas demais dimensões (quase 15 cm de altura x 8 cm de largura) pedem que ele, pelo menos nas ruas de São Paulo, seja transportado dentro de uma bolsa.
Na minha amostra de avaliação do Galaxy Note (modelo de 16 GB), o fator “telefone celular” também não proporcionou boa impressão. Com a minha operadora (Vivo), não consegui bom sinal em quase nenhum lugar de São Paulo que passei com o Galaxy Note, tanto para voz quanto para dados. Em outros aparelhos (como no meu iPhone 3GS velho de guerra), no mesmo lugar, tanto voz quanto dados funcionaram sem problemas. Por isso, não consegui avaliar o funcionamento do Galaxy Note como modem Wi-Fi.
Desempenho
Como disse lá no começo, o Samsung Galaxy Note é o aparelho com Android mais rápido do mercado, e isso se provou com os benchmarks padrão que rodo nos aparelhos. Como referência, comparo os resultados com o Samsung Galaxy S II.
Vellamo Browser (navegador) : 711 pontos (626 no Galaxy S II)
Quadrant Standard Edition (desempenho geral): 4.023 pontos (2.480 no Galaxy S II)
Antutu Benchmark (desempenho geral): 5.996 pontos (4.118 no Galaxy S II)
Nenamark 1 (vídeo): 56,8 quadros por segundo (54,3 qps no Galaxy S II)
Nenamark 2 (vídeo): 38,5 quadros por segundo (26,3 qps no Galaxy S II)
Bateria: em um dia de uso intenso (vídeos, 3G, GPS, e-mail, ligações, Twitter, Foursquare, Facebook, Internet, SMS – quando funcionaram, claro), a bateria levou 6 horas para atingir o nível de 30%. Não é o melhor dos mundos, mas também não é o pior.
Conclusão
O Samsung Galaxy Note é o típico aparelho criado para testar o mercado. A Dell já tentou, lá fora, algo parecido, e não deu certo com o Streak. A atual situação financeira da Samsung permite esse tipo de experimento, entretanto. Não se pode negar o capricho no hardware e no software vindo da turma de Seul, mas a facilidade de uso (independente do tamanho da mão do consumidor) é um grande problema para o Galaxy Note. Vale a pena investir o preço sugerido de R$ 1.999 em um aparelho desses? Se você não precisa da canetinha stylus para desenhar ou criar (e nisso o Note é realmente digno de nota), a resposta é não.
Se você procura por um tablet, minha indicação ainda é o iPad 2. Para smartphones Android, mesmo com a rapidez no desempenho do Galaxy Note, o título ainda fica com o Samsung Galaxy S II.
Resumo: Samsung Galaxy Note (GT-N7000)
O que é isso? Híbrido de smartphone com tablet rodando sistema operacional Android 2.3.
O que é legal? Tela muito grande, excelente desempenho, ótimo suporte para vídeos e fotos.
O que é imoral? Tamanho do aparelho incomoda, bateria de desempenho médio, apenas uma caneta stylus na caixa do aparelho.
O que mais? Design ultrafino, câmera razoável.
Avaliação: 7,0 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.(http://ztop.com.br/sobre/entenda-nosso-sistema-de-pontuacao-para-reviews/)
Preço sugerido: R$ 1.999 (operadoras podem ter ofertas com planos de dados e voz melhores)
Onde encontrar: http://www.samsung.com/br/
Novo comercial da Amazon: com a grana de um iPad, você compra 3 Kindles
Está na moda fazer comerciais tirando sarro de coisas (ou fãs) da Apple. E foi exatamente o que a Amazon fez esta semana estreando este filminho simples e direto ao ponto, mostrando o quesito no qual seus Kindles são matadores.
O preço. A mensagem é clara: com a grana do iPad mais barato, compra-se (lá nos EUA) dois Kindle Fire e um Kindle para ler mais simples. E ainda sobra um troquinho. Você pode argumentar que a comparação entre o Kindle Fire e o iPad pode ser meio injusta — o iPad 2 é capaz de fazer bem mais coisas, graças ao seu ecossistema de aplicativos e lojas. Fora as questões de hardware: tela melhor, processador, bateria, etc, então ele “valeria” mais. Mas, honestamente, todo mundo precisa disso?
A molecada do comercial, por exemplo, acha o Kindle Fire mais que suficiente para assistir uma animação enquanto o outro joga algum Fruit Ninja da vida. E a vantagem de ter dois aparelhos, quando falamos de crianças, é incalculável. Elas são meio fascinadas com telas grandes que você pode tocar, e normalmente brigam para ter a vez de mexer em um. O comercial ainda manda outras várias mensagens, como ali no início que o iPad não se dá bem contra o sol. Fora a mais importante: mulheres bonitas usam Kindles, solteiros querendo se mostrar (e perdendo) preferem iPad.
O detalhe triste do comercial pra mim é ver esse tanto de gente bonita e bronzeada fixada nas telas em um resort maravilhoso, na frente de uma praia paradisíaca. Corre pro mar, galera!
Mas fora isso, bola dentro da Amazon.
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