quinta-feira, 11 de agosto de 2011
futuro da telefinia movel
Imaginem que estamos em 2030. Durante os últimos 20 anos, seu aparelho celular (se é como ainda é chamado) substituiu sua carteira, chaves e computador, se tornando o pedaço mais importante de acessório para você.
Assustador ou animador? Rs Bem, a convergência já nos rodeia há muito tempo e tem evoluído, mas o que a indústria de mobilidade nos reserva para as próximas décadas? Vamos dar uma olhada.
1. Cloud (nuvem)
Muito se fala sobre computação em nuvem, mas tem gente ainda com receito de usá-la. Talvez pela falta de costume em confiar em algo que não é físico, não se pode ver onde realmente está. Para aqueles que ainda não são familiarizados, essa tecnologia oferece um local seguro para aplicativos e informações para serem acessadas de qualquer aparelho conectado à rede, seja telefone, laptop ou desktop. Isso significa que você pode acessar seus documentos importantes do trabalho, por exemplo, quando estiver fora do escritório e na frente de qualquer equipamento. Tem o lado bom e o ruim, né? Porque ficar disponível 24 horas também não é legal hehe, mas para uma emergência é ótimo.
2. Telas flexíveis
A habilidade de dobrar e curvar seu telefone é uma perspectiva muito animadora – imaginem chegar ao mercado os aparelhos como os conceitos Nokia Morph e o Nokia 888. Seria o máximo, concordam?
3. Projetores
Tem-se sugerido que a integração de projetores com celulares pode coincidir com a queda da tendência de laptops. Como isso funciona? Bem, com os aparelhos realizando funções de computador, a única coisa que falta em um smartphone é a tela grande. Então, que entre o projetor….
4. 4G & 5G
Mesmo com cerca de apenas metade dos smartphones no Brasil serem 3G, já estamos quase na era do telefones 4G oferecendo conexões mais rápidas e estáveis. Pode ser que estejamos viajando um pouco aqui, mas a previsão é ter o 5G lá em 2020.
5. NFC
A sigla significa Near field Communication, em outras palavras é uma tecnologia que começará a vir embarcada em alguns modelos da Nokia, como o Nokia C7, para facilitar transmissões sem fio entre equipamentos. Há várias aplicações bacanas do NFC nas redes sociais também. Imagine apenas bater em outro telefone para fazer um pagamento ou dividir um arquivo e até mesmo um cartão de negócios.
6. A morte da câmera digital
Por experiência própria, você caro leitor já deve esquecer da existência de sua câmera digital. Primeiro porque ela quase nunca está com você, diferente do seu telefone, amigo inseparável, o que facilita o registro de fotos em momentos inesperados. Além disso, os aparelhos estão com qualidade de foto cada vez melhores como é o caso do Nokia N8, até conhecido como câmera telefone que possui uma câmera de 12 megapixels, flash xenon etc etc etc. Então para quê você vai precisar de uma câmera fotográfica quando seu telefone já faz um ótimo trabalho?
7. Carregador sem fio
Não deve ser só nós que não vemos a hora de chegar o dia em que a tecnologia sem fio substitua o carregador com fio. Definitivamente, estamos na contagem regressiva. A tecnologia está ai, mas não está massificada ainda.
8. Sensações
Você toca um aparelho, você escuta uma chamada e você vê a tela, mas é cheiro e gosto? Pode parecer bizarro, mas a tecnologia móvel não acha isso. Pegue o Nokia Morph novamente como exemplo, que pode detectar alguns componentes químicos no ar e dizer se algo é seguro para consumo. Um avanço muito grande, não acham?
9. Localização, localização, localização
O Foursquare tem mostrado que é fácil ver onde as pessoas estão em qualquer momento (baseado em check-in) e o software como o Nokia Find & Connect também está progredindo no mercado.
10. Verde
Uma das tendências certas, o futuro dos aparelhos móveis verdes. Nokia é um bom exemplo de liderança no caminho das práticas sustentáveis com 100% das embalagens recicláveis e 26 dos 30 aparelhos verdes serem Nokia!
Então, essas são as top tendências. Concordam? Discordam? Adoraríamos ouvir sua opinião aqui!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Ovi Mapas!!!
saiu uma nova atualização do ovi mapas, antes o brasil tinha 211 megas com a nova atualização agora esta com 243 megas! O que mudou? agora varias cidades pequenas que antes nao tinha no mapa agora tem os nomes das ruas, inclusive Boa Esperança, Santana da Vargem, Campo Belo, etc...
Achei isso muito legal!!!
Agora podemos caminhar e dirigir pelas ruas sem medo de se perder!!! hehehe.
obs: pena que essa atualização é so pra celular, os gps veicular ainda nao tem essa atualização, mas isso é questão de tempo logo saira com certeza!
Abraços...
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Propaganda do Motorola Atrix não pode dizer que ele é o "mais poderoso do mundo"
Quando estava em Las Vegas em janeiro, vendo o Atrix ser oficialmente revelado pela primeira vez, ele foi descrito como “o smartphone mais poderoso do mundo”. Pensei comigo mesmo, “isso não dura muito, logo chega um concorrente e rouba esse título”. Só que a Motorola usou a expressão nas propagandas, e mesmo depois que aparelhos mais potentes – em especial o Galaxy S II – foram lançados pela concorrência. No Reino Unido, isso não pegou bem. Isto realmente é um problema?
O Engadget reproduz um documento da ASA (Advertising Standards Authority), entidade britânica que regula a propaganda no país – a mesma que baniu propagandas com Photoshop em excesso. A ASA acatou uma reclamação de consumidor, segundo a qual a propaganda do Atrix é enganosa porque o Samsung Galaxy S II “tem processador mais potente”. A Motorola respondeu, dizendo que o Atrix é poderoso por uma série de motivos: além do Tegra 2 dual-core, ele pode virar um netbook e até rodar Windows através do Citrix – o Galaxy S II não faz isso.
…[A] propaganda não afirmou que o processador do Atrix era o mais rápido, e sim focou na combinação de funções de desempenho e habilidades do produto. A Clearcast disse que a visão da Motorola era que “o smartphone mais poderoso do mundo” não era baseado apenas em RAM e velocidade do processador, e sim em uma combinação única de funções.
A meu ver, faz todo o sentido. O problema é que, em inglês, a palavra “powerful” (em “world’s most powerful smartphone”) pode significar tanto “poderoso” como “potente”. A Motorola argumenta que ele não é o mais potente, mas ainda é o mais poderoso.
Não adiantou: a ASA aparentemente acatou a reclamação, e a Motorola deve ser obrigada a mudar suas propagandas para o Atrix. Mas órgãos de fiscalização de publicidade deveriam proibir isso? Imagino que a Samsung poderia estar em maus lençóis também, caso alguém note que o Galaxy S II só é o “smartphone mais fino do mundo” se você o medir pela parte mais fina – e desconsiderar o calombo da câmera.
Exageros na propaganda precisam ser eliminados, mas exageros na fiscalização também. Se a mesma regra valesse para o Brasil, como ficaria a situação da doceria cujo nome é O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo? Vou reclamar no CONAR dizendo que eu faço melhor. [Engadget]
ais operadoras e fabricantes de celular geram mais reclamações no Brasil?
Os Procons (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) de todo o país reúnem as reclamações fundamentadas de consumidores e as repassam para o Ministério da Justiça, que elabora todo ano o Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas. Desta vez, fabricantes de celular lideram o ranking de reclamações. Quem teve o pior desempenho no Brasil?
Lideram o ranking as fabricantes Sony Ericsson, LG, Samsung e Nokia, para as quais há um número semelhante de reclamações totais (cerca de 2.000 cada) – a principal reclamação contra elas consiste em problemas com garantia. No entanto, quem menos atende as reclamações é a Motorola (30%), seguida pela Nokia (29%).
Dentre as operadoras de celular, a Oi é líder tanto em volume de reclamações (2.534), como em proporção de reclamações não-atendidas (53%). A falha mais comum da Oi (66% do total) são problemas na cobrança. A Oi argumenta que o ranking não considera o volume de clientes que eles atendem – ora, quanto maior o número de clientes, maior o número absoluto de reclamações. Só que em São Paulo, onde a Oi não é muito maior que a concorrência, a operadora recebe mais reclamações que TIM e Vivo – ou seja, o problema na qualidade é real.
Em se tratando de número total de reclamações, a Claro fica em segundo lugar (3.691); mas, em proporção de reclamações não-atendidas, o segundo lugar é da TIM (41%).
O ranking também inclui as piores no atendimento em telefonia fixa – a Oi é responsável por 76% de todas as reclamações no setor, e é a que menos atende (44%) – e também quem sofre no atendimento de internet. Aí se incluem todas as grandes operadoras móveis: na ordem, Claro, Oi, Vivo e TIM geraram mais reclamações; delas, Oi e TIM são as que menos tentam resolver o problema (48% e 44% de reclamações não-atendidas).
O relatório do DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor) também reúne reclamações contra bancos, planos de saúde e lojas de varejo. O órgão não separa reclamações do varejo para vendas online, mas as três líderes em reclamações no varejo têm forte presença na internet: Ricardo Eletro, Ponto Frio e B2W (Submarino e Americanas.com, entre outros).
O Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas 2010 reúne dados do período de setembro de 2009 a agosto de 2010, e pode ser acessado através do link a seguir: [Cadastro Nacional 2010 via Ministério da Justiça via G1
Apps para Android ficarão mais bonitos
“Por que os apps do meu iPhone são mais bonitos que o do Android?” A pergunta foi dirigida a Matias Duarte (foto), diretor de interfaces para o Android, em um debate patrocinado pelo Techcrunch ontem. A resposta veio em forma de outra pergunta: “Por que os sicilianos são mais bonitos que caras de outros lugares?”, o que causou risos na plateia. “A beleza está nos olhos de quem vê”, completou Duarte, dizendo que há programinhas bonitões no mercado do robô. Depois da brincadeira ele de certa forma admitiu o problema, dizendo que o Android era “mais jovem” e que muitas coisas boas virão para os desenvolvedores com o Ice Cream Sandwich.
Duarte chegou ao Google ano passado depois de fazer um excelente trabalho na Palm, onde foi o líder do time de design que fez o WebOS, um SO que não foi pra frente mas tem algumas ideias ótimas. O painel que ele participou no Mobile First Crunchup era sobre design para mobile, mas é claro que o debate descambou para mais uma edição da guerra “Android x iOS”. As justificativas apresentadas para apps mais bonitos do lado da maçã foram diversas. A mais mencionada foi o fato de o Android ser uma plataforma mais jovem. Jake Mintz, que faz apps que funcionam nos dois sistemas, disse que é mais difícil contratar desenvolvedores para Android, já que há mais gente interessada no iOS. O convidado Steve Jang, que faz apps para iPhone apenas, tem outra teoria:
“Eu aposto que se você colocar 100 designers em uma sala, haverá mais usuários de Mac e mais usuários de iPhone. A [tendência de apps mais bonitos no iOS] é um reflexo dos usuários da plataforma”, opinou. A explicação pode ser um bocado mais simples, como ficou claro em outros paineis e comentários: é mais fácil desenvolver coisas bonitas para iPhone. O UIKit, biblioteca de funcionalidades e visuais para programação em iOS, é vastamente aplicada e padronizada, e encorajada pela Apple. Os guias de interface para Xcode também. Por isso os ícones, menus e posicionamento dos atalhos nos apps de iOS são muito parecidos. E há, é claro, o fato de que um desenvolvedor para iOS tem que se preocupar menos com variação do hardware que receberá o programa, desafios enfrentados por quem desenvolve para o Android.
Do lado de lá, falta essa consistência na aparência e funcionamento de apps (também presente no Windows Phone 7, por exemplo), mas Duarte disse que a situação vai melhorar um bocado para o lançamento do próximo Android que unificará todos os robôs, vulgo Ice Cream Sandwich, programada para os próximos meses.
Nós estamos tentando fazer um ‘tamanho único’, e existem produtos diferentes para necessidades diferentes. Isto posto, nós sabemos o quão difícil é desenvolver neste ambiente. O Ice Cream Sandwich dá a você muitas ferramentas para ajudar a construir um app que funcione de maneira consistente em uma variedade de tamanhos de tela e formatos. E antes disso nós vamos soltar ferramentas para ajudar os desenvolvedores a focarem e otimizarem seus apps. Nós lançamos recentemente o sistema de APKs múltiplas e para aparelhos específicos. Nós queremos fazer essa transição mais fácil e criar coisas realmente bonitas para o Android.
No fim da discussão, todos concordaram que o mercado de apps para Android em algum momento vai se equiparar ao do iOS, dado o crescimento da plataforma: como há cada vez mais gente usando, deixar de disponibilizar um app bonito no Android será uma oportunidade desperdiçada, que pode custar caro.
Todos os paineis podem ser vistos (em inglês sem legendas, infelizmente) no Techcrunch. Vale gastar um tempinho. [Techcrunch via Android and Me]
Por que o Nokia N9 pode fazer sucesso
O Nokia N9 chegou um pouco tarde demais para ser exatamente o aparelho divisor de águas que a empresa finlandesa desejava. Mas nem por isso ele deixa de ter seus méritos. Há desconfiança (aqui, por exemplo), mas com um sistema efetivamente diferente e um hardware incrível, ele merece uma segunda olhada. Convidamos o leitor J. Vieira, especialista em Nokia e entusiasta do mundo mobile a explicar por que o N9 pode ser uma bola dentro da Nokia com essa análise detalhada.
Muito alvoroço tem sido feito desde que a Nokia apresentou ao mundo seu mais novo smartphone, o N9. Cercado de boatos e palavrórios que vão do elogio rasgado à completa descrença. O aparelho foi anunciado no Brasil durante o “Nokia Talk”, evento anual da empresa pela primeira vez realizado no Brasil, e deve chegar aqui a partir de outubro. A “ex-todapoderosa” fabricante de aparelhos celulares e líder mundial do segmento de telefones inteligentes por longos 14 anos atravessa sua pior fase.
A empresa ainda vive às voltas com projetos de pesquisa e parcerias consolidadas anteriormente à chegada de Elop – o CEO que virou a Nokia do avesso. Entre esses projetos está o Meego – Sistema operacional que nasceu da fusão do Maemo (Nokia) e MobLin (Intel) .
O N9 faz parte do acordo entre Nokia e Intel o qual previa que a fabricante finlandesa desenvolveria um dispositivo para servir como vitrine para o sistema que vem à luz só agora, porém, sob os auspícios de um Projeto que conta com a participação de grandes fabricantes que vão de sistemas automotivos à televisores inteligentes. Em suma, o meego é um projeto de ponta a ponta (netbooks, telefones, veículos, tevês inteligentes, tablets, etc), e a Nokia é uma empresa buscando um novo eixo. Uma gigante tentando se manter de pé… O N9 pode vir a ser sua muleta!
O N9
O aparelho está apresentado num corpo único de um termoplástico especial (policarbonato) resistente à riscos e não é pintado – a cor do plástico é a cor do aparelho, o que elimina a possibilidade de descascar (olá: Samsung, Motorola e Sony!). A bateria de 1450 mHA não é removível e a filandesa jura de pés juntos que pode durar até mais de 7h em conversação numa rede 3G. O lindo e côncavo display de 3,9” amoled é multitouch com resolução 854×480, está recoberto por uma camada anti-reflexo e possui o já onipresente Gorila Glass (item primordial para os mais descuidados, como eu!); adicione-se ainda a gama de sensores já bem conhecidos dos smartphones modernos: luminosidade, proximidade, acelerômetro, magnetômetro, etc.
Por dentro do corpo nem tão esbelto para os padrões atuais (sim, a ditadura da magreza também impera no mundo dos smartphones), o N9 traz um processador de 1GHz Cortex A8, e uma GPU PowerVR SGX530 montados sobre o chipset TI OMAP 3630 com 1Gb de RAM (a mesma configuração do DROID X, com 512mb de RAM a mais). Um conjunto de respeito, sem dúvidas. Em conectividade o dispositivo carrega consigo um chip Wi-Fi 802.11 a/b/g/n, com habilidades para servir como Wi-Fi hotspot, Bluetooth, v2.1 com A2DP/EDR, microUSB v2.0; TV-out, GPS, DLNA e NFC. Ou seja, o dispositivo é capaz de se conectar a quase tudo.
A Câmera primária de 8 Mpx, como não poderia deixar de ser para um dispositivo “N-Series” vem com lentes Carl Zeiss, foco automático, flash dual led, Geo-tagging, face detection, touch-focus e grava vídeos em 720p/30fps. Alie-se a isso capacidade de armazenamento de 16 GB, ou, os impressionantes 64Gb a depender do modelo – algo inédito na indústria.
O Meego
Desenvolvido em colaboração entre Nokia e Intel o sistema conta com uma comunidade de desenvolvedores muito ativa e dinâmica. O meego é linux “de verdade”. A promessa é ambiciosa, não apenas pela ampla compatibilidade tecnológica, mas também pelo fato de que, por trabalhar baseado em Linux, as empresas estão apostando que isso garantirá uma aceleração em inovações e redução do tempo de aplicativos e novidades atingirem o mercado, além de incentivar a criação de software para formatos e tecnologias menos exploradas (leia-se NFC).
A interface de usuário do framework do sistema operacional é baseada em Qt, tecnologia nas mãos da Nokia desde a aquisição da Trolltech, em 2008. Completamente voltada para gestos, a interface do N9 radicaliza na proposta de uma interação sem a necessidade de botões bastando apenas deslizar as telas em qualquer direção. Concebida originalmente com 03 telas básicas (notificações, lista de aplicativos e aplicativos abertos) o sistema permite que a partir da tela de aplicativos com apenas um gesto você veja a tela de notificações e, com outro, todos os aplicativos que estão abertos e rodando em segundo plano.
Na tela de notificações a proposta é que tudo fique sempre à mão, à distância de um toque. Uma barra superior mostra informações (operadora, nível de sinal, wi-fi, nível de bateria…) e atalhos como data/hora e previsão do tempo (basta tocar na barra para ela se estender oferecendo ainda mais opções – como no Android), sob a barra estarão todas as informações como ligações perdidas, sms recebidos, atualização das redes sociais, etc… Tudo muito simples, prático, eficiente e elegante.
A tela de aplicativos dispõe seus ícones como um menu em grade bastando rolar a mesma até encontrar o app que procura. Talvez aqui um ponto fraco, não é possível, por enquanto, criar pastas nesse menu de uma maneira simples e intuitiva. Você pode até reorganizar a posição dos aplicativos bastando para isso segurá-los e arrastar para onde você quiser, no entanto criar pastas para colocá-los dentro não dá… ainda. Uma curiosidade é que você pode criar atalhos para páginas web direto do navegador e ele aparecerá como aplicativo na tela destinada à eles, uma espécie de “prism” do firefox.
A tela da multitarefa é belíssima: todos aplicativos abertos em segundo plano ficam minimizados ordenados em pares ou trios – você pode mudar a visualização com um gesto de pinça e eles alternam a maneira como estão dispostos. Para fechar os aplicativos que não quer mais basta um toque longo em qualquer lugar e as miniaturas apresentarão a opção de fechá-las: os que você quiser, ou mesmo todos ao mesmo tempo.
O sistema é rápido… Absurdamente rápido após iniciado, apesar de ter um tempo de boot para além do esperado – demora pra ligar cerca de 40 segundos; a navegação por swipe faz tudo parecer mais fluído ainda. Você pode abrir uma penca de aplicativos e o sistema continua respondendo impressionantemente bem. Não raro podemos ter mais que 10 aplicações abertas e ele permanece sem lags ou engasgos aparentes. O 1gb de memória e a forma como o kernel linux gerencia processos são os responsáveis pela façanha. Em alguns momentos tem-se a impressão de que as transições de tela, abertura de aplicativos e fluência destes é até mais rápida no N9 do que no poderoso Galaxy S II.
Os aplicativos
O N9 sai da caixa com navegador compatível com htlm5 mas sem plugin do flash, clientes para: twitter, facebook, Foursquare, Vimeo, etc… e com a possibilidade de agregar mais redes. Leitor de feeds integrado, AccuWeather, APMobile, Cliente de e-mail com suporte ao Exchange; Editor de fotos, reprodutor de vídeos, visualizador de fotos, visualizador/editor de documentos do Office, pelo menos dois jogos legais (Need For Speed e Angry Birds Magic). Além do indispensável Nokia Maps, com mapas offline.
Existe uma histeria geral sobre a não continuidade do desenvolvimento da plataforma o que, consequentemente, resultaria na escassez de novos aplicativos, ou mesmo que os grandes players do mercado de games não portem seus títulos para a plataforma e/ou não criem opções novas para ela. O receio pode ser infundado (é o que acho) dependendo do sucesso da plataforma – e ela tem tudo pra ser bem sucedida. Como disse antes, o meego não é um projeto apenas da Nokia, outros fabricantes – nomeadamente LG e Samsung, já se interessaram por ele, e pelo menos a LG tem planos de lançar smartphones e tablets com o sistema.
Nessa esteira a Nokia, através do Beta Labs, tem ótimos aplicativos que serão, com toda certeza, portados para o meego, são eles: Play To (aplicativo que permite aos smartphones da empresa enviar os seus vídeos, fotos e músicas para sua TV ou sistema de som – tudo sem a necessidade de cabos e conexões – via wi-fi); CNN international; Bubbles – (uma maneira divertida e personalizável de bloquear/desbloquear o aparelho); Drop (permite enviar links e imagens do PC para o smartphone); Live View – aplicativo para brincar com realidade aumentada através da câmera e geotaging – bem interessante, você aponta a câmera para um ponto turístico, por exemplo, e ele exibe na tela informações sobre o que está sendo retratado.
Ainda em desenvolvimento podemos encontrar o CutTube – cliente para Youtube; Molome – uma espécie de instagram pra Symbian e Android; Lyrics – apresenta a letra das músicas que estão tocando no player nativo; TV digital – aplicativo para interfacear o receptor de TV digital da Nokia; Youtube Downloader. Etc…
Como se vê, a plataforma pode não contar com 200 mil aplicativos… Mas os que possui cumprem muito bem o seu papel em se tratando de entretenimento e diversão. Não é impossível que, aos poucos, a Gameloft, Rovio (start-up criadora de Angry Birds ligada quase umbilicalmente a Nokia) e a EA, juntamente com outros produtoras menores, tragam seus títulos mais cotados também. Além, é claro, da possibilidade concreta de usar aplicativos do Android Market com o Alien Dalvik. Como é uma plataforma que será utilizada em tablets, a possibilidade de criação de aplicativos mais robustos para o consumo de conteúdo é grande, tais como: bons leitores de ebooks; agregadores; revistas, jornais, etc… Lógico que isso dependerá fundamentalmente da recepção do mercado ao Meego.
Nota-se que as possibilidades são muitas. Tudo vai depender de como a Nokia venderá esse peixe. Bem vendido ela terá a chance de recuperar, mesmo que apenas parcialmente, o terreno que vem perdendo trimestre após trimestre. Na minha opinião, o WP7, pelo que se tem visto, não pode ser considerado algo “inovador” a ponto de mudar os caminhos dele próprio e da finlandesa. O meego é uma aposta que nasceu para segundo plano mas pode mudar a depender do desempenho de seu concorrente dentro de casa. Notem também que a Nokia não enfatiza o sistema do aparelho. Isso serve, na minha opinião, não para escondê-lo, e sim pra frisar a marca “Nokia” -bem ou mal, ela ainda é um nome de peso na cabeça dos consumidores. Tanto que o Sea-Ray, o primeiro WinPhone da empresa, é construído da mesma forma que o N9, numa clara tentativa de exibir seus novos produtos de maneira uníssona, repisando o que é comum e pontuando as diferenças de acordo com o público para o qual se dirige.
Importante perceber que ninguém na gigante diz que o N9 será o único dispositivo Meego da empresa. Pode haver um segundo? Sim e não: isso dependerá do mercado e sua insana busca por novidades – o meego é novo e inovador, se bem aceito, as chances dele se tornar relevante demais para ser abandonado pela Nokia podem ser reais. E quanto vai custar? Um executivo da Nokia falou em valores
No anúncio do aparelho no Brasil, ninguém da empresa falou em valores – apesar de que em outros eventos, o VP de vendas da empresa estipulou preços de US$ 660 e US$ 749 no Nokia Connectio, mês passado, o que tem sido repetido por veículos como o NY Times. Mas é cedo e o produto ainda não chegou as lojas. Eu não apostaria num preço exorbitante tendo em vista os recentes cortes promovidos pela Nokia. Quiçá, o preço de referência seja o do N8 no lançamento – US$ 549 no mundo e R$ 1.499 no Brasil. Isso seria caro, é óbvio, mas estaria dentro dos valores praticados aqui na Terra Brazilis e não prejudicaria muito suas vendas.
* As opiniões deste artigo não refletem necessariamente as opiniões de todos do Gizmodo. Mas gostamos do debate de ideias – e encorajamos que ele continue nos comentários.
Seria este o design do iPhone 5?
Este não é o iPhone 5. Aparentemente, trata-se de um clone do iPhone 5 feito por uma fábrica em Shenzhen, na China, exatamente onde a versão original está sendo produzida. Seria este o design final do iPhone 5?
Dê uma olhada nas fotos, porque isso pode ser mesmo algo próximo do produto final.
Sem dúvida o design bate com os cases de plástico e com os rumores sobre a Apple usar vidro arredondado na tela e na traseira. E também bate com as tais fotos vazadas na última semana.
De primeira, ele me lembra um pouco o primeiro iPhone. No geral, parece uma versão misturada e com bom acabamento do primeiro iPhone com o iPhone 4, além de ter as curvas suaves do iPhone 3G. A simplicidade é bem típica da Apple, e na minha opinião isso pode ser mesmo uma criação da Apple.
O clone tem espessura de 7 milímetros. Claro, ele não tem o mesmo recheio do iPhone 5 final, mas podemos esperar uma versão mais fina do aparelho.
Por que pode ser realmente o iPhone 5
Na China, muitos produtos são clonados antes mesmo de chegarem ao mercado — sempre baseados em testes dispensados ou modelos vazados pelos funcionários quando o produto já está em produção. É por isso que vemos cases e partes clonadas do iPhone e do iPad antes mesmo do lançamento.
Se levarmos em consideração que provavelmente o iPhone 5 já está sendo produzido nas fábricas — seja em produção limitada para teste ou em força máxima para o mercado — eu não ficaria surpreso se alguém encontrasse um protótipo e o vendesse para alguma empresa.
Em todo o caso, parece um modelo com acabamento muito bom para ser um clone ruim do iPhone 5. Eu realmente não ficaria surpreso se Jobs mostrasse este aparelho em setembro. [Giz-China]
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